OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 28 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Tamodismos – Ensaios sobre a pseudointelectualidade na sociedade angolana

Jornal Opais por Jornal Opais
15 de Março, 2023
Em Opinião

Não precisamos de fazer um estudo estatístico para sabermos que nunca houve um número tão elevado de intelectuais na nossa sociedade como nos dias de hoje.

Poderão também interessar-lhe...

Ambiente, legislação e uma sentida homenagem

Os jovens estão realmente prontos para o mercado de trabalho?

Palavra de honra – Vidas de Ninguém (XIII)

Tal elevação deve-se as universidades e institutos Superiores que foram crescendo de modo exponencial ao longo destes últimos 21 anos que por sinal Angola alcançou a paz.

É uma negligência não considerar a praça académica deste país como uma das maiores de África, pois intelectuais encontramos em diversos locais, principalmente, nos media.

Liga-se o rádio por aí, certamente não faltará indivíduo com discurso pleno de ‘’portantos’’ e ‘’defactos’’ e um conjunto de palavras vazias a assumirse como verdadeiramente intelectual; algo diferente não sucede com a televisão, basta ligar o televisor e ver-se-á pessoas com um discurso semelhante que exalta a filosofia ocidental com um certo de comoção emocional ao referirse dos clássicos gregos  mas que não percebe patavina da tradição africana  ,ou a comentar sobre a geopolítica prevendo o comportamento de um dos líderes das potências mundiais, assim como estas correntes capitalismos, socialismos ou outra qualquer, ainda há outros que se focam em sustentar o partido A ou B, com unhas e dentes apesar de fazer um péssimo trabalho público, discutindo se são de direita ou da esquerda e simplesmente reduzir-se a isto.

E para melhorar, não se pode ignorar que as nossas universidades todos os anos lançam para o mercado mais versões de intelectuais, aqueles que defendem o pensamento falacioso segundo o qual a política é somente para os políticos, fazendo surgir uma cidadania caracterizada pela fragilidade, porquanto não questiona, não intervém, não participa, uma cidadania cega e muda, porque finge que não vê os variados problemas sociais e se os vir, não os divulga, uma intelectualidade fundada no medo.

Não se pode esquecer dos assumidos intelectuais religiosos que se comprometem somente com a verdade, quer a que se supõe ser revelada pelo Sagrado como a verdade científica, mas que ainda assim se mantêm escondidos a engordar como sapos em lágoas em dias de chuva, preferindo morrer com as duas verdades e no plano relacional confundem-nos com comportamentos anti-verdade.

Logo,é inegável a variedade da classe dos intelectuais no país do Pai Banana.

Ante a tudo isto, uma pergunta que não se cala é sobre o que é na realidade ser verdadeiramente intelectual, porque respondendo a esta questão ficaremos a saber que muitas ideias referentes a este conceito não passam de pseudointelectualidade, ou seja, falsos pensamentos sobre o que é ser intelectual que são tidos como verdade e que ganham força na por serem sustentados pela academia, dito de outro modo, estes pensamentos encontram sumidade de se enraizar, na nossa sociedade, por causa da academia que em muitos casos se apresenta de forma mórbida e com uma formação fraca devido à falta de aposta do Governo, amíude, em proporcionar um ensino de qualidade.

E se realizarmos caças as bruxas, entenderemos que se trata de um problema sistemático, ou melhor, o problema parte do sistema de ensino em geral.

Voltando a pergunta, saiba-se que existem muitas respostas possíveis, há quem diga que ser intelectual reduz-se em ler muito e, por isso, muitos sabendo previamente de um ensino de pouca qualidade que o país oferece para os seus habitantes e com sede de intelectualidade focam-se na leitura, entretanto como a nossa sociedade começou a pôr por escrito a sua história não a tanto tempo encontram dificuldades de conhecer a sua própria história e caem no perigo da alienação por reduzirem as suas leituras no ocidentalismo e outros que nem sequer lêem mas que perdem tempo em exibir os calhamaços debaixo dos sovacos ou na estante de casa o que chamamos de tamodismo ou a filosofia do Tamoda e são estes os mais difíceis de os revelar que ainda não são verdadeiramente intelectuais.

Mas o que é ser verdadeiramente intelectual?

Não sei se consiguiremos responder a esta pergunta, no entanto podemos acrescentar aqui aquele grupo que sente sede de identidade africana e busca por isso, estudando, venerando a cultura africana e clamando pelo Kemet, e por uma aplicação que se sustenta no radicalismo da visão ancestral africana de ver o mundo na hodiernidade, porém fechando-se a actualidade, por desvalorizar totalmente o que vem de outras regiões, mostrando-se antiglobalização.

Considera-se, nesta perspectiva, como verdadeiramente intelectual aquele que não se desliga da sua ancestralidade ou identidade e posiciona-se como tal, todavia esta visão leva-nos a questionar se não será o destino da humanidade a desconstrução do étnico, o misticismo, portanto?

Na verdade, a resposta desta questão deve gozar de uma grande reflexão, pensamos que um verdadeiro intelectual é um indivíduo que possui uma razão iluminada e, por isso, compromete-se somente com a verdade e não com ideologias que o corrompem, tornando-o imparcial e cego, aliás, um intelectual é como a ideia de poeta que o escritor David Mestre nos apresenta, isto é, aquele que tem olhos para os que não podem ver e voz para os que não podem falar.

A nosso ver, a retórica e a oratória é tudo uma consequência da razão iluminada e, portanto, o exibicionismo ou o tamodismo é uma pseudointelectualidade que deve ser apartada.

 

Por: FERNANDO TCHAKUPOMBA

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Ambiente, legislação e uma sentida homenagem

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Deputado, Presidente da 10.ª Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Ambiente da Assembleia Nacional) Ainda há poucas semanas tive a...

Ler maisDetails

Os jovens estão realmente prontos para o mercado de trabalho?

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Apergunta tornou-se quase um slogan geracional. Mas talvez estejamos a fazer a pergunta errada. A maioria dos jovens não está...

Ler maisDetails

Palavra de honra – Vidas de Ninguém (XIII)

por Domingos Bento
27 de Fevereiro, 2026

«Bruxa, xira, ngapa, feiticeira», abusavam os miúdos no bairro que ela ajudou a erguer quando, ainda jovem, na casa dos...

Ler maisDetails

Quando o desporto constrói a Nação

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Quem cresceu em Angola, sobretudo nas décadas marcadas pela incerteza e pelas cicatrizes da guerra, sabe bem o que significa...

Ler maisDetails

Agente do SIC condenado a quatro meses de prisão por aparecer bêbado no serviço

28 de Fevereiro, 2026

Angola acciona plano de contingência e inicia transferência de cidadãos em Israel

28 de Fevereiro, 2026

Ministra assegura que Propostas de Lei da Segurança Social visam responder à necessidade de modernização do sistema

28 de Fevereiro, 2026

PR destaca papel da Polícia Nacional nos 50 anos de existência do órgão

28 de Fevereiro, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.