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Ministério do Ambiente quer levar educação ambiental nas escolas

Jornal Opais por Jornal Opais
27 de Fevereiro, 2023
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A ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho, defendeu, em Cabinda, a inclusão no sistema/processo de ensino e aprendizagem de programas educativos ambientais nas escolas de ensino de base do país

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Ana Paula de Carvalho, que falava no primeiro conselho consultivo do Ministério do Ambiente, da actual legislatura, realizado Sexta-feira e Sábado, na província mais ao norte do país, disse que o objectivo é reproduzir uma reflexão no pro- cesso de aprendizagem dos estudantes de matérias ligadas à defesa do meio ambiente, uma vez que as preocupações ambientais devem ser iniciadas a partir da infância.

Com efeito, segundo a ministra do Ambiente, torna-se imperioso trabalhar com as crianças e os jovens sobre a importância que a natureza e o ambiente representam nas nossas vidas, bem como sobre os desafios da crise ambiental e das possibilidades para a acção social.

Em termos de educação ambiental, de acordo com Ana Paula de Carvalho, a formação docente precisa incluir uma preparação específica para que os professores possam interagir com os alunos, além de actuarem complementando a problemática em suas diferentes interfases com acções críticas que levam as transformações socioculturais.

“O desenvolvimento sustentável é aquele que se encontra nas necessidades habituais de com- prometer a habilidade das futuras gerações de entender as suas próprias necessidades ao mesmo tempo que deve ser incluída a área económica, social e ambiental”, sublinhou a governante.

O Ministério do Ambiente, que realizou o seu primeiro Conselho Consultivo sob o lema “Pela vida e pelo futuro, construamos um ambiente equilibrado e sustentável”, numa altura em que o ministério tem concluído o plano de acção para as alterações climáticas. Para a educação ambiental, uma experiência nova no Ministério do Ambiente, Ana Paula de Carvalho pretende que a sua acção se torne emblemática para incidir direitamente na consciencialização das populações sobre a defesa do meio ambiente.

Socorrendo-se ao artigo 39º da nossa Constituição, Ana Paula de Carvalho recordou o direito que todos têm de viver num ambiente sadio e não poluído, mas ressaltou a necessidade da sua defesa e preservação. O desenvolvimento sustentável, referiu, requer que as sociedades atendam as necessidades humanas tanto pelo aumento das potencialidades produtivo como pela garantia das oportunidades iguais para todos. “No mínimo, o desenvolvimento sustentável não deve pôr em risco os sistemas naturais que sustentam a vida na terra, na at-mosfera, na água, nos solos, os seres vivos.”

Na sua essência, explicou a ministra, o desenvolvimento sustentável é o processo de mudança no qual a exploração dos recursos, o direccionamento do investimento, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional estão em harmonia e reforçam o actual e futuro potencial para satisfazer as aspirações e necessidades humanas.

Degradação do ambiente

O fenómeno do ravinamento, a degradação de mangais no município de Cacongo, a poluição costeira e a devastação flores tal são as questões preocupantes que afectam o meio ambiente na província de Cabinda. A par disso, está igualmente o conflito homem/animal com destaque para os elefantes que devastam campos agrícolas e ameaçam a integridade física de algumas comunidades rurais, assim como os danos ao ecossistema decorrente da exploração mineral, particularmente o ouro nos municípios de Buco-Zau e Belize.

Para debelar estas situações, a governadora de Cabinda, Mara Quiosa, garantiu que no quinquénio 2023/ 2027 os governos central e provincial de Cabinda prevêem intervir no sector ambiental de forma estrutural, materializando projectos de os aterros sanitários evoluírem para centros de recolha, tratamento e valorização de resíduos.

Adiantou que serão criadas todas condições para a implementação de estações de tratamento de águas residuais, estancamento de ravinas, bem como a execução de obras de macro drenagem e o desassoreamento do rio Lucola visando marcar um ponto de viragem no aspecto do saneamento básico e da preservação da biodiversidade.

Em relação à construção de aterros sanitários, Mara Quiosa apelou a boa sensibilidade do Ministério do Ambiente, na pessoa da ministra Ana Paulo de Carvalho, para que, dentro das prioridades do sector, inclua a província de Cabinda na lista das prioridades de modo a solucionar o problema do tratamento do lixo, uma questão que preocupa bastante a população local.

“Queremos dar um passo em termos de reciclagem do lixo para a promoção da economia circular, haver menos poluição do mar e outras bacias hidrográficas com o tratamento dos esgotos para garantir maior higiene urbana, melhor saúde pública e segurança ambiental para todos.”

POR: Alberto Coelho, em Cabinda

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