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Cerca de 20 crianças com diagnóstico de cancro por semana

Romão Brandão por Romão Brandão
17 de Fevereiro, 2023
Em Manchete

O Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC) tem diagnosticado, semanalmente, na área de oncopediatria, 19 casos de crianças com cancro. Os tipos de cancro mais comuns são os linfomas, o tumor de wilms e a retino- blastoma, pelo que a Liga Angolana de Controlo do Cancro chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce

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Com apenas dois anos de idade, o pequeno Sonivaldo apresentou os primeiros sinais de cancro, com um sangramento anormal na região das narinas, sem febre nenhuma, sem queda, ou qualquer outra razão que se explicasse, ao ponto de parar no banco de urgência do Hospital do Capalanga e, posteriormente, ser transferido para o Hospital Josina Machel.

Prestados os primeiros-socorro, com o estancamento do sangramento, três dias depois regres- saram ao hospital para melhor verificação, onde foi submetido a um TAC (Tomografia Computoriza- da), que confirmou a existência de um tumor na cabeça. A história de superação do pequeno Sonivaldo, de sete anos, contada pela sua mãe, Cátia Manuel, serve de exemplo para chamar a atenção de outras mães sobre a necessidade de ser feito o diagnóstico precoce da doença e de se cumprir o tratamento.

Cátia, várias vezes teve de fazer passa na história, para limpar as lágrimas que tomavam conta dos seus olhos, por conta dos momentos difícieis que passou. “Não sabia o que fazer, achava que o meu filho estivesse a ser ‘usado’ por forças ocultas, estava desesperada. A minha irmã conversou comigo e aconselhou-me a continuar com as consultas. Ficamos internados no Josina Machel, três meses, tive que esquecer o trabalho, tive que esquecer a vida aqui fora”, conta.

O menino foi submetido ao exame de biópsia, cujo resulta- do demorou três meses. O resultado veio com quatro respostas, quando devia vir apenas uma, o que fez com que fosse transferido para o Instituto de Angolano de Controlo do Cancro (IACC). O maxilar de Sonivaldo estava praticamente destruído, o tumor evoluiu e o pequeno respirava apenas pela boca, além de exalar um mau cheiro. No IACC, dada a evolução da doença, o médico que os recebeu arriscou, com a assinatura de um termo de responsabilidade por parte da mãe, em começar logo com a quimioterapia, sob risco muito elevado de perda do menino.

“Ficamos internados durante oito meses, no IACC, fizemos o tratamento e, graças a Deus, o meu filho hoje está curado do cancro, já não tem o rosto desfigurado e brinca normalmente. Apenas tem de aparecer de seis em seis meses para a manutenção, mas o doutor já nos garantiu que o menino está livre do tumor”, disse Cátia Manuel.

Oncopediatria do IACC diagnostica 19 crianças/semana

Cátia contou a sua história diante de outras mães que têm os filhos a receberem tratamento no IACC, e que estiveram reunidas no anfiteatro daquela unidade hospitalar para, juntos com a Liga de Controlo do Cancro, assinalarem o dia 15 de Fevereiro, dia Internacional do Cancro na Infância. Segundo Anabela de Fátima, vice-presidente da Liga de Controlo do Cancro, há dois anos que o número de crianças com patologia oncológica tem estado a aumentar, pelo que há toda a necessidade de se informar, conscientizar a sociedade, usando também as igrejas, os mercados, entre outros pontos. Falar dos sinais, sintomas, aceitação, diagnóstico e tratamento do cancro nunca deve ser demais para a entrevistada do jornal OPAÍS, pois isso ajuda a salvar muitas vidas.

Muitos são os casos de famílias que encontram dificuldades em acreditar na existência da doença, tanto é que a maior parte das crianças que acorrem ao IACC chegam no estado avançado da doença. “Só para terem uma noção, por semana acorrem ao IACC, na oncopediatria, 19 crianças com diagnóstico de cancro. Existe uma necessidade de dar a conhecer aos pais sobre os sinto- mas, pois mensalmente 195 pessoas recorrem ao instituto em causa para o tratamento de cancro”, sublinhou.

Os tipos de cancro mais comuns registados pelo Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC) são os linfomas, tumor de wilms e retinoblastoma. Entretanto, nesta lista consta também a leucemia, o neuroblastoma e o cancro do fígado. Por conta da má informação, do facto de algumas famílias associarem o cancro com o feiticismo, muitas crianças têm perdido a vida, segundo Anabela de Fátima. “No decorrer do tratamento, pais e mães há que retiram o filho do hospital porque ouviram que a prima ou a tia faz tratamento tradicional. Depois de uma deter- minada altura, regressam com a criança já muito grave, ao ponto de não podermos mais salvá- la”, disse.

A Liga tem feito campanhas de sensibilização para chamar a responsabilidade dos pais, nas escolas, nas igrejas, sobre o assunto e, no próximo dia 25, está marcada uma palestra do género na Igreja Universal do Reino de Deus. “Se for diagnosticado cedo, mais chance a criança terá de ser curada. Por outro lado, devemos reconhecer que muitos sãos os pais que vêm das outras províncias em busca do tratamento na capital do país, e acabam abandonando o tratamento pelo facto de não terem ninguém, aqui, onde se hospedar. Devem fazer um sacrifício para o bem da criança, e não abandonar o tratamento”, exortou.

Cancro: uma doença democrática

O cancro não escolhe ninguém, é uma doença democrática, como prefere tratar o director do Instituto Angolano de Controlo do Cancro, Fernando Miguel. Ela não poupa o rico, o pobre, altos, baixos, branco, negro, adultos e crianças. “Infelizmente, estas crianças inocentes, que nada fizeram, também são acometidas com esta doença que diariamente combatemos aqui no instituto.

Eis a razão de chamarmos também atenção aos adultos, aos encarregados, aos pais, sobre as formas de identificar o início da doença”, sublinha. Por ser uma doença silenciosa, que quando começa não diz nada, Fernando Miguel e outros profissionais desta área da saúde dependem da colaboração dos pais no diagnóstico. “As mamãs estão habituadas com alguma manifestação da criança quando está doente, mas esta doença é muda, quando aparece. Por outro lado, temos estado a assistir muitos casos de mães que, depois do primeiro tratamento, e porque a manifestação da doença desaparece, pensam que o menino está curado e abandonam o hospital. Escutem o que os profissionais vão dizer e cumpram com o tratamento”, reforçou.

 

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