OPaís
Ouça Rádio+
Dom, 1 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A morte dos nossos Heróis

Jornal Opais por Jornal Opais
12 de Maio, 2023
Em Opinião

A morte de Rita Lee deixou a todos, principalmente a quem tem entre 50 e 60 anos, uma grande comoção.

Poderão também interessar-lhe...

Ambiente, legislação e uma sentida homenagem

Os jovens estão realmente prontos para o mercado de trabalho?

Palavra de honra – Vidas de Ninguém (XIII)

Há cada vez mais heróis nossos a morrer.

A única diferença é que, enquanto eles antes morriam de overdose por viverem demasiado depressa, hoje morrem de cancro como nós. Será que já não são imortais.

Imaginemos assim.

O maluco beleza dá as boas-vindas a Rita Lee com um sorriso largo “Rita, você me traz ‘Ouro de Tolo’ quando penso em como você viveu tanto tempo.

Lá embaixo, a vida segue e nós, aqui em cima, só podemos observar.”

Ao lado, Cazuza esboça um sorriso encantado.

“Verdade, Rita. Mas é também um fato que ‘O Tempo Não Para’ e, mesmo aqui de cima é fascinante ver como nossa arte assume uma existência autônoma após a partida.

Talvez nossas mortes precoces tenham intensificado a apreciação por nossas melodias, nossas letras.”

Em nosso cenário imaginado, Raul Seixas, Cazuza, Renato Russo e Cartola acolhem Rita Lee em um éden musical.

Os ícones da música brasileira, cujas vidas foram ceifadas prematuramente, lamentam a perda, mas também expressam um vislumbre de inveja pela longevidade dela.

A forma e o modo como a morte é confrontada pelos artistas exerce um forte impacto na maneira como, depois, nos recordamos deles.

Se, por um lado, a morte prematura os envolve em uma aura de tragédia e romantismo, conferindo-lhes uma qualidade quase mítica; por outro, a carreira longeva permite a construção de um acervo vasto e evolução na sua arte, enriquecendo o legado, o que quase permite seccionar a sua carreira em diferentes fases, com autonomias diferentes.

Ninguém tem dúvidas que o Caetano Veloso de “Transa”, “Noites do norte” ou “O meu coco” pertencem a épocas e a “vidas” diferentes.

Será por isso mesmo que os artistas que viveram menos tenham deixado uma marca forte e ninguém tem duvidas que, com o seu desapareciemneto permaturo, ficamos sempre a perder.

Há, entretanto, na atualidade, um terceiro elemento nessa equação: a tecnologia.

A era digital desempenha um papel fundamental na preservação e disseminação da obra desses artistas, perpetuando-a e tornando-a praticamente úbicua, disponível para as futuras gerações.

Também por isso, hoje mais que nunca, a arte transcende a vida e a morte.

A despeito de terem vivido mais ou menos, nossos grandes ídolos conseuiram imortalizar-se e as suas obras estão aí, servindo-nos de lembrete.

A vida é sempre efêmera, a arte é sempre eterna. Como amantes da música, precisamos aprender a lidar com a morte de nossos ídolos.

Afinal, eles são seres humanos como nós, submetidos à mortalidade.

Valorizar e preservar o legado artístico por eles deixado é a melhor forma de honrar suas memórias.

Mas, para cada um de nós, mesmo que não o formulemos conscientemente, o mais trágico é perceber a “outra” dimensão do impacto da morte dos nossos heróis.

Como eles também representam a nossa juventude, o seu desaparecimento coloca-nos a todos mais perto da morte.

Esse é soco no estomago.

 

Por: JOSÉ MANUEL DIOGO

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Ambiente, legislação e uma sentida homenagem

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Deputado, Presidente da 10.ª Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Ambiente da Assembleia Nacional) Ainda há poucas semanas tive a...

Ler maisDetails

Os jovens estão realmente prontos para o mercado de trabalho?

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Apergunta tornou-se quase um slogan geracional. Mas talvez estejamos a fazer a pergunta errada. A maioria dos jovens não está...

Ler maisDetails

Palavra de honra – Vidas de Ninguém (XIII)

por Domingos Bento
27 de Fevereiro, 2026

«Bruxa, xira, ngapa, feiticeira», abusavam os miúdos no bairro que ela ajudou a erguer quando, ainda jovem, na casa dos...

Ler maisDetails

Quando o desporto constrói a Nação

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Quem cresceu em Angola, sobretudo nas décadas marcadas pela incerteza e pelas cicatrizes da guerra, sabe bem o que significa...

Ler maisDetails

Emília Carlota Dias eleita secretária-geral da OMA com 97 por cento dos votos

1 de Março, 2026

Sequele regista cinco casos de viaturas incendiadas em menos de uma semana

1 de Março, 2026

Restrições no fornecimento de energia eléctrica preocupa moradores da Jamba

1 de Março, 2026

Concluída transferência de operações de passageiros para o Novo Aeroporto

1 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.