Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo BFA FIB BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Seg, 28 Set 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Narcisismo internacional ocidental e o incomodo que causa a parceria China-África

Jornal Opaispor Jornal Opais
4 de Dezembro, 2023
Em Opinião

O Ocidente parece mais interessado em minar a influência da China em África do que em realmente auxiliar o continente a prosperar. Há uma inversão notável da lógica do discurso e as acções do Ocidente em relação à importância e aos benefícios potenciais da parceria entre o Ocidente e a África.

Embora uma série de investimentos tenha sido anunciada no âmbito da Partnership for Global Infrastructure and Investment (PGII) e da Global Gateway, potencialmente trazendo aspectos positivos para a África – especialmente em países como Angola, que abriga o corredor do Lobito, um dos principais projectos da PGII – o foco central destes projectos de financiamento de infraestrutura parece ser conter a influência da China.

Em grande parte, são projectos concentrados na disputa geopolítica. “A China incomoda muita gente”, desabafou o renomado economista Alves da Rocha numa entrevista.

Principalmente para o Ocidente, que passou a caracterizar, por meio das suas lideranças e representantes, a relação China-África como baseada no colonialismo ou neocolonialismo.

Isso foi expresso de maneira embaraçosa pela então Secretária de Estado, Hillary Clinton, em 2011, e mais recentemente por Rosaria Bento, a nova embaixadora da União Europeia em Angola, que logo na sua primeira entrevista a um jornal afirmou que “O modelo da China não é de cooperação, é de exploração pura e dura”.

Este tipo de narrativa é expressada para confundir a compreensão do nosso próprio processo histórico. Afinal, foi a China quem escravizou e colonizou a África, incluindo Angola?

Quem apoiou golpes de Estado em todo o continente e guerras por interesses próprios após as independências, notavelmente a longa e nebulosa guerra civil em Angola?

Quem virou as costas para Angola e se recusou a realizar a Conferência Internacional de Doadores num momento crucial da história do país?

Quem impõe condições políticas como contrapartida para financiamentos ao desenvolvimento? Quem foi e continua a ser o parceiro mais importante na reconstrução e no crescimento económico de Angola? Quem frequentemente interfere nos processos políticos internos dos países africanos, incluindo em Angola?

Os angolanos estão bem cientes disso. É evidente que os Estados e povos africanos aprenderam, por meio de comparações e contrastes com as potências ocidentais, que a China é um parceiro muito mais confiável para o futuro de África.

Como afirmou o antigo Ministro das Relações Exteriores (atual Secretário do MPLA para as Relações Internacionais), Manuel Augusto: “Confiamos na China, e não há nenhuma especie de ‘colonialismo’ ou ‘neocolonialismo’”.

A China busca salvaguardar os seus interesses nacionais legítimos, mas, ao contrário da União Europeia ou dos Estados Unidos, não parece olhar para Angola como um espaço exclusivo de actuação em que nenhuma outra potência “concorrente” pode actuar.

As críticas ocidentais à China, disfarçadas de “avisos” ou “alertas”, são mais frequentes do que se poderia imaginar. Especialmente em países considerados estratégicos na África, como Angola.

O Presidente João Lourenço destacou numa entrevista que Angola recebe “muitos recados para ter cuidado” sobre a China. (…) e o caricato – referiu o Presidente – é que os que. nos vêm dizer para ter cuidado, recebem investimento privado chinês todos os dias nas suas terras (…)”.

No entanto, esta postura reflecte o reconhecimento por parte do Ocidente da sua situação desfavorável na África. Estão a esforçar-se para compensar a sua desvantagem competitiva, que tem raízes históricas ligadas a eventos desastrosos para os africanos (as respostas para todas as perguntas retóricas acima).

Assim, os Estados africanos e a China emergem como parceiros estratégicos naturais, cujas vantagens se complementam de maneira harmoniosa, e cujas histórias partilham notáveis semelhanças.

O legado da colonização, invasões externas e guerras civis deixou uma marca indelével nos seus percursos históricos, tornando a relação entre a China e países como Angola ainda mais especial.

O Ocidente, especialmente a UE e os EUA, vai utilizar os seus investimentos em Angola para diminuir a influência da China.

Esta situação deve ser encarada com a devida atenção pelas autoridades angolanas, pois a possibilidade de uma intervenção indirecta fará com que estes investimentos deem anuência tácita a UE ou aos EUA para pressionar Angola a implementar as suas agendas políticas “democráticas” no país, de acordo com seus próprios interesses.

A UE acredita que estas medidas ajudarão a manter uma presença forte em Angola e a proteger seus interesses no país, como o próprio Borrell afirma, é o futuro da Europa que está em jogo.

“Ocorre desde há alguns anos”, como patenteia Alves da Rocha, “uma desocidentalizaçao do desenvolvimento económico, isso é um facto. Os centros de crescimento da economia mundial, do desenvolvimento tecnológico e científico estão a sair dos Estados Unidos, do Ocidente, e estão a emigrar para o Oriente”.

Este académico e Director do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola (UCAN), asseverou que “O modelo chinês de desenvolvimento económico é muito mais adequado a Angola e a África do que o modelo europeu ou americano”, pois permite um acesso mais direto ao financiamento, na medida em que “há um falhanço” no modelo de cooperação Europa-África, que sempre beneficiou a Europa.

Os representantes do Ocidente, ao se referirem à propaganda da “exploração” chinesa, não mencionam o perdão da dívida da China para países como Angola.

Neste momento, estamos a testemunhar um ressurgimento da mentalidade da Guerra Fria nos principais centros de poder do Ocidente, onde tendências como o unilateralismo e o protecionismo estão em ascensão.

Enquanto isso, há um anseio evidente dos povos de todo o mundo em continuar a ver a globalização como fundamental para evitar uma fragmentação ainda maior do mundo.

Angola, como assertivamente frisou Chen Feng, Encarregada de Negócios da Embaixad da China em Angola, “tem a liberdade de escolher os seus parceiros”.

 

Por: HOTALIDE CORDEIRO DOMINGOS & EDMUNDO GUNZA

Recomendado Para Si

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

O negro não é cão

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

Numa entrevista à Televisão Pública de Angola, conduzida por Ernesto Bartolomeu, Patrick Loch Otie no Lumumba, jurista e intelectual queniano...

Carregar Mais

Edições Digitais

Mais Populares

  • DR

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Governo Provincial de Luanda divulga fichas e locais das provas dos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • NUDEZ: a “perigosa” corrida em busca de fama nas redes sociais

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Serviços de Veterinária apreendem quatro contentores de pele de galinha no Porto de Luanda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • SINPROF remete decisão aos filiados e promete resposta na Sexta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Recomendado Para Si

Opinião

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Ler maisDetails
Editorial

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

Ler maisDetails
Opinião

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

Ler maisDetails
Opinião

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Ler maisDetails
Opinião

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

Ler maisDetails
Opinião

O negro não é cão

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

Numa entrevista à Televisão Pública de Angola, conduzida por Ernesto Bartolomeu, Patrick Loch Otie no Lumumba, jurista e intelectual queniano...

Ler maisDetails
Carregar Mais
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.