Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo BFA FIB BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Qui, 24 Set 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Mapeamento: novos escritores benguelenses e a primazia da escrita poética

Jornal Opaispor Jornal Opais
19 de Julho, 2024
Em Opinião

Para esta edição, a Literatura feita em Benguela volta a ser o foco da nossa reflexão, queremos com ela comentar sobre a produção de textos com pendor artístico. Desta forma, os textos não literários por onde se enquadram os de auto-ajuda, os ensaios das diversas áreas do saber sobretudo do Direito, reflexões sobre a religião e outras formas textuais não fazem parte do nosso intento.

Por outra, dá-se primazia aos escritores que publicaram simplesmente no presente século, daí as obras de Patissa fazem parte, diferente de Paula Russa que se lançou no mundo literário no final do século passado.

O nosso escopo é fazer uma espécie de cartografia literária e reflectir sobre o facto da poesia ser a principal forma de lançar-se no mundo literário. Abaixo segue a nossa abordagem: 1.

Não se pode negar o crescimento do número de publicações em Benguela , há cada vez mais autores e editoras a lançarem-se no mar profundo das letras, apesar das dificuldades que existem com a impressão do livro e todos outros contornos envolvidos na sua produção. Acredita-se que ainda não é o que se pretende, no entanto é decerto regozijante saber que as pessoas começam a ter interesse de colocar por escrito os seus conhecimentos, experiências, anseios etc.

De resto, numa região como Benguela, não se podia esperar o contrário, visto que o princípio da democratização do ensino tem maior incidência – embora de acordo a nossa realidade. Deve-se convir que o aumento da literacia e a consequente diminuição da taxa de analfabetismo, um desiderato ainda não alcançado, contribuirá igualmente para massificação do livro não apenas em Benguela, mas em toda Angola, além de trazer consigo maior qualidade dos textos.

Relactivamente à questão da qualidade, insta compreender que se trata de um aspecto necessário para que se tenha um crescimento proporcional quer da literatura local como nacional, na verdade, é uma questão que surge em consequência da boa regulação do sistema de educação, dito de outro modo, a qualidade dos textos reflecte o sistema de educação vigente.

Nesta perspectiva, a formação adequada do angolano, proporcionando-o senso crítico tornará possível o exercício de cidadania consciente, fazendo com que este use a literatura como uma verdadeira ferramenta útil para o processo de desenvolvimento humano. Assim, estar-se-á a cumprir com um dos alvos da literatura: trazer as humanidades no papel. 2.

Neste mapeamento literário, não conseguimos incluir todos os escritores benguelenses publicados por força das limitações das nossas fontes, pois como sabemos, Benguela não possui uma Biblioteca Provincial e as poucas que existem dispõem mais escritores internacionais.

Outro elemento importante a referir é que alguns escritores abaixo apresentados, publicaram as suas obras em editoras estrangeiras como a Penalux (brasileira, o caso de Gociante Patissa), enquanto que a maior parte tem as suas publicações distribuídas nas seguintes editoras locais: Editora Shalon, Edições Ombaka, Iurus editora, Presença editora, Kapa editora, JBV editora, Ocili editora, Edições Elavoco e outras.

Sem mais, segue-se a lista : Onokapwi Mansima- Memória de um tempo rasgado ( prosa-contos) 2022; Sapuya Wendelika – Millongos e outros remédios – poesia (2022); Jorge Pimentel – Textículos: poesia de esboço (2023); Lena Sebastião- Um dedo de Prosa – (2023-poesia); Augusta Pereira -Fruto da Rejeição (31 de julho) novela ; Naldo Kahombo -Poesia D’alma (15 de agosto); Job Sipitali – Raízes cantam (poesia-2017); Anjo Nsilu- Vozes dya Ngola (poesia-2023); Vox Eloi- Dor que Doi; Eduardo Tchandja- Ecos da minha alma ( poesia-2020); O Kamutangre, Os Novos colonos de África (poesia 2024); O Kamutangre ,As Raízes alheias dos nossos frutos (poesia 2024); O Kamutangre, As Promessas Californianas de Ombaka ( poesia: 2024); Tchalamba Gomes, o Voo da Vida (poesia:2024);Tchilendo, Encantos da minha alma, (poesia:-); Lucas Katimba – Mutamba e uma obesa na casa Rosa ( contos); Job Sipitali, Unguende (contos 2024); Pelembi Manuel, Contornos Suaves (contos 2024); Dom Óscar, Rimas da minha Vida (poesia) ; Gociante Patissa, Consulado do Vazio (poesia), KAT editora. Benguela, Angola, 2008;A Última Ouvinte (contos), União dos Escritores Angolanos. Luanda, Angola, 2010;Não Tem Pernas o Tempo (novela), União dos Escritores Angolanos, Luanda, Angola, 2013; Guardanapo de Papel (poesia),Nós Somos. Vila Nova de Cerveira, Portugal, 2014; Fátussengóla, O Homem do Rádio que Espalhava Dúvidas (contos). GRECIMA.

Programa Ler Angola. Luanda, Angola, 2015; O Apito que não se Ouviu ( crónicas), União dos Escritores Angolanos, Luanda, Angola, 2015; Almas de Porcelana (poesia reunida), Editora Penalux, São Paulo, Brasil, 2016; O Homem que Plantava Aves ( contos), Editora Penalux, São Paulo, Brasil, 2017; Mbangula Katumua, Sexorcismo (2008), Sexonância (2012) – poesia; Edilson Fortes, uMa vOz eNtRe Milhares (poesia, 2021); Víctor Evaristo, Do outro lado da cela (Novela, 2021), Kambandando, Aspas de Argila (poesia, 2024); Piedade Manuel, Pedaços da Eternidade (poesia,2024); 3. A escrita em verso tem sido uma frequente recorrência para os novos escritores colocarem os seus primeiros tijolos no mundo literário.

Se analisarmos a lista acima, teremos esta impressão, porquanto é inaudito os escritores, aqui em Benguela, lançarem primeiro uma obra em prosa; quase todos os anos são concebidas obras poéticas, tanto que há muitos desses que se auto entitulam poetas de alguma coisa ( da verdade, fobado, da paz etc.), raras vezes temos contadores de história.

Entretanto, existe uma questão que não se quer calar: por que razão se dá esta primazia? Por que temos mais obras poéticas a serem publicadas em detrimento da escrita em prosa? Para responder esta pergunta de uma forma mais simplificada, é importante perceber que a poesia é a mãe da literatura e a porta de entrada para os meandros literários e assim é em toda parte do mundo.

Muitos dos escritores antes de conceberem-se como escritores, entendem-se como poetas, uma vez que é por esta via que os mesmos descobrem que possuem uma inclinação para fazer literatura, o que implica que em muitos dos casos os primeiros rabiscos são feitos em versos que mais tarde dão em obra pioneira na vida literária dos mesmos ( I hipótese); Por outra, em muitos casos, devese ao facto da impressão de um livro de poemas ser, normalmente, menos dispendiosa em relação aos escritos em prosa, logo o aspecto financeiro entra em acção.

Entenda-se que há muitos escritores não publicados, possuidores de um vasto repertório de géneros literários já cultivados ( contos, romances, textos dramáticos, novelas etc.), porém aquando da decisão do género com que se pretende publicar, escolhese os textos em versos pelo factor financeiro (II hipótese); outros ditos escritores com menos conhecimento sobre o texto poético possuem a pseudo-percepção que a escrita em verso é muito mais fácil, menos enfadonha.

Pensam que basta escrever em forma de versos para conceber um poema, esquecem-se de que além da inspiração, a transpiração é um elemento imprescindível no processo de concepção de um poema (hipótese III). Para todos efeitos, a poesia é geralmente o trampolim de grandes cultores da arte literária.

 

Por: FERNANDO TCHACUPOMBA

Recomendado Para Si

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

O negro não é cão

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

Numa entrevista à Televisão Pública de Angola, conduzida por Ernesto Bartolomeu, Patrick Loch Otie no Lumumba, jurista e intelectual queniano...

É de hoje… Presidente João Lourençoe o caos mundial

por Dani Costa
24 de Setembro, 2026

‘O Abominável Mundo Novo - Entender o Caos’ é um livro do português Nuno Rogério, um especialista em relações internacionais...

A greve dos professores e os seus efeitos jurídicos: entre o direito suspenso e o direito protegido

por Jornal OPaís
23 de Setembro, 2026

A partir de 21 de Setembro de 2026, e por dezanove dias, decorre a primeira fase da greve geral dos...

Dia Mundial do Coração: conhecer o risco, proteger a vida

por Jornal OPaís
23 de Setembro, 2026

Todos temos uma relação especial com o coração. É um órgão extraordinário. Em média, bate cerca de 100 mil vezes...

Carregar Mais

Edições Digitais

Faltam 4 dias Faltam 3 dias Faltam 2 dias Falta 1 dia

Mais Populares

  • DR

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Serviços de Veterinária apreendem quatro contentores de pele de galinha no Porto de Luanda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • SINPROF remete decisão aos filiados e promete resposta na Sexta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • SINPROF e MED reúnem-se hoje para renegociar pontos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Proibição de plásticos de uso único começa amanhã

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Recomendado Para Si

Opinião

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Ler maisDetails
Opinião

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

Ler maisDetails
Opinião

O negro não é cão

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

Numa entrevista à Televisão Pública de Angola, conduzida por Ernesto Bartolomeu, Patrick Loch Otie no Lumumba, jurista e intelectual queniano...

Ler maisDetails
Opinião

É de hoje… Presidente João Lourençoe o caos mundial

por Dani Costa
24 de Setembro, 2026

‘O Abominável Mundo Novo - Entender o Caos’ é um livro do português Nuno Rogério, um especialista em relações internacionais...

Ler maisDetails
Opinião

A greve dos professores e os seus efeitos jurídicos: entre o direito suspenso e o direito protegido

por Jornal OPaís
23 de Setembro, 2026

A partir de 21 de Setembro de 2026, e por dezanove dias, decorre a primeira fase da greve geral dos...

Ler maisDetails
Opinião

Dia Mundial do Coração: conhecer o risco, proteger a vida

por Jornal OPaís
23 de Setembro, 2026

Todos temos uma relação especial com o coração. É um órgão extraordinário. Em média, bate cerca de 100 mil vezes...

Ler maisDetails
Carregar Mais
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.