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É de hoje…Um ministro Isaac dos Anjos!

Dani Costapor Dani Costa
16 de Abril, 2025
Em Opinião

As imensas potencialidades agrícolas de Angola há muito que vão sendo enunciadas. Tanto pelos cidadãos nacionais, assim como por aqueles que visitam o país pela primeira ou mais vezes. Não há quem pise em solo angolano e não se sinta encantado com a quantidade e a qualidade de terras aráveis, os rios, lagos e lagoas e outras condições climatéricas que podem – se bem aproveitadas – colocar Angola nas posições cimeiras entre os principais produtores de cereais, tubérculos, citrinos e outros produtos.

Durante anos, foram vários os projectos gizados que visassem tal propósito. Muitos deles desenhados com régua e esquadro em gabinetes e por assessores, alguns dos quais pagos a preço de ouro, mas nem por isso conseguiram dar aos angolanos o esperado conforto em termos de segurança alimentar, embora existam neste momento alguns produtos que o país já consegue produzir e exportar até.

Há quem diga que a beleza dos projectos, muitos deles apresentados com pompa e circunstância, não casava com aquilo que acontecia realmente no terreno. Onde, infelizmente, viu-se ao longo dos anos o Estado angolano a enterrar centenas de milhões de dólares em fazendas e iniciativas cuja produção contrasta com o que se avançava quando foram gizados.

É por isso que, a dado momento da nossa história, vimos projectos financiados até pelo Banco de Desenvolvimento de Angola que mais se pareciam virados para o turismo, fugindo os propósitos que ditaram tais financiamentos. A falta de acompanhamento, por exemplo, terá contado muito para o insucesso de muitos destes projectos, algo que parece ter sido invertido nos últimos tempos.

O regresso de Isaac dos Anjos ao Ministério da Agri- cultura e Florestas vai devolvendo uma certa vitali- dade ao sector. Longe dos gabinetes, o actual titular vai se desdobrando pelo interior no sentido de devolver a alguns de muitos supostos elefantes brancos a utilidade que deles se esperava desde o início.

É vê-lo de calças jeans, botas e chapéus calcorreando determinados projectos agrícolas, ou seja, mais do que os discursos, o ministro vai procurando constatar “in loco” o que ainda há para se recuperar e dar a possibilidade de algumas destas infraestruturas poderem servir para alavancar ainda mais o sector agropecuário.

Quando foi empossado, novamente, para o cargo de ministro da Agricultura e Florestas, o governante deixou claro que um dos seus maiores desejos passava pela aposta na melhoria da qualidade dos produtos do campo, assim como a necessidade de se discutir o conceito de segurança alimentar para o país.

E mais do que palavras ou papéis, a partir de um confortável gabinete, tem sido no campo onde se vai dando estes passos pelos vistos.

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