OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 14 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Falta de crédito bancário pode deixar negócio da madeira nas mãos de estrangeiros

Patricia Oliveira por Patricia Oliveira
21 de Abril, 2023
Em Economia

Passados mais de 60 dias após a publicação do Decreto que proíbe a exportação de madeira não manufaturada, os madeireiros apelam ao Executivo a facilidade na concessão de crédito bancário para a compra de equipamentos para transformação do produto. Muitos estão a abandonar a actividade por falta de condições e temem que o negócio seja comandado exclusivamente por empresas estrageiras

Poderão também interessar-lhe...

Delegação angolana reúne- se com directora executiva do BM em Washington

Transbordo do rio Cavaco pode afectar produção de alimentos e aumentar custo de vida em Benguela

Angola e China reforçam cooperação estratégica nos domínios dos recursos minerais, petróleo e gás

O presidente da Associação dos Madeireiros do Cuando Cubango, Miguel Tchiovo, referiu que a classe enfrenta dificuldade na exportação de madeira manufacturada por falta de indústrias deste segmento no país, apelando aos bancos a facilidade na aquisição de crédito. “Como vamos construir indústrias para a manufaturação da madeira se os bancos não estão a conceder credito. É preciso comprar equipamentos e os bancos não apoiam os empresários que querem trabalhar ”, disse.

No seu entender, a medida que proíbe a importação de madeira não manufacturada é salutar, mas não basta implementar, sendo necessário o apoio dos bancos para a aquisição dos equipamentos e máquinas para o processo. Caso não aconteça, o madeireiro teme que a indústria de transformação de madeira tenha como principal promotores empresas estrangeiras.

Só no Cuando Cubango, segundo explicou, a suspensão da actividade de exploração de madeira, decretada pelo Ministério da Agricultura e Florestas, desde 1 de Fevereiro deste ano, gerou prejuízos calculados em mais de 300 milhões de kwanzas aos operadores locais.

Por sua vez, o presidente da Associação dos Madeireiros no Moxico, Frederico Salvador, defende a mesma opinião que passa pela necessidade de facilidade de créditos bancários, reforçando que muitos estão abandonar a actividade por falta de meios de transformação do madeira. “As empresas não têm capacidade para comprar máquinas e os bancos para conceder financiamentos impõem uma série de condições. E uma delas é ter a concessão que permite a exploração até 25 anos como garantia, que é extremamente difícil”, explicou.

Na sua opinião, o Governo, através dos bancos públicos e impulso aos privados, devem facilitar o crédito de forma Leasing, que é uma forma de negociação em que o cliente só se torna dono do equipamento após concluir todas as prestações de pagamento ao banco credor. Disse, igualmente, que poucas empresas vão permanecer no mercado e a produção de madeira irá reduzir, apesar de não haver proibição para o licenciamento da madeira. Mas, os exportadores devem ter capacidade para transformar consoante as medidas do Executivo, avançou a fonte.

Segundo o empresário, as pessoas continuam a deixar esta actividade e abraçar outros negócios, realçando que no ano passado concorreram cerca de 40 empresas para a exploração e a associação viu, este ano, as solicitações a reduzir para quatro. “Desde o dia 14 de Abril, o Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) mandou cancelar a exportação da madeira nos moldes antigos, em que era possível exportar blocos, pranchas e a aguardar novas medidas, que estão a provocar constrangimentos”, disse. Frederico Salvador disse que a falta de condições nas vias do alto Zambeze faz com que a madeira não seja transportada para outras regiões.

Aliado a este problema, o responsável salientou que, apesar do diálogo mantido entre os empresários do ramo com o Ministério da Agricultura e Florestas e a Polícia Nacional (PN), sobre a modalidade de transporte da madeira para as zonas de comercialização, os associados continuam a enfrentar embaraços nos postos de controlos policiais. Com a proibição da exploração do Mussive, desde 2018, pelo Executivo para permitir a sua reflorestação, os madeireiros têm apostado numa outra espécie conhecida por “Kakulakula ou Girassonde”, encontrada na floresta do Alto Zambeze, segundo fez saber Frederico Salvador, destacando a China, Vietname, Dubai e países europeus como principais destinos.

Patricia Oliveira

Patricia Oliveira

Recomendado Para Si

Delegação angolana reúne- se com directora executiva do BM em Washington

por Jornal OPaís
14 de Abril, 2026

As delegações de Angola, Nigéria e África do Sul reuniram-se, esta Segunda-feira, em Washington D.C., Estados Unidos da América, com...

Ler maisDetails

Transbordo do rio Cavaco pode afectar produção de alimentos e aumentar custo de vida em Benguela

por Jornal OPaís
14 de Abril, 2026

O transbordo do rio Cavaco, na província de Benguela, trouxe graves consequências à população, afectando várias infra-estruturas, desde estradas, campos...

Ler maisDetails

Angola e China reforçam cooperação estratégica nos domínios dos recursos minerais, petróleo e gás

por Jornal OPaís
13 de Abril, 2026

No âmbito da sua visita de trabalho à República Popular da China, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás,...

Ler maisDetails

Conferência aposta na integração de sectores estratégicos para impulsionar economia

por Jornal OPaís
13 de Abril, 2026

O lançamento da agenda e o enquadramento da Conferência LEGIT 2026 marcaram um importante momento de networking empresarial durante o...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

Pumangol cria 15 postos de recolha de donativos para apoiar vítimas das chuvas em Benguela

14 de Abril, 2026

Porto do Lobito manifesta solidariedade e reafirma compromisso de apoiar as vítimas das cheias em Benguela‎

14 de Abril, 2026

Escritor angolano reafirma necessidade de união entre escritores da CPLP

14 de Abril, 2026
DR

Chuvas impedem cobertura jornalística do segundo dia do Papa na Argélia‎

14 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.