Dentre as várias empresas que participam no Angola Hub Transport & Logistics Summit 2026, está o Porto Soyo, localizada na província do Zaire, que desenvolve as suas actividades desde 28 de dezembro de 1979, altura da sua inauguração. O presidente do Conselho de Administração do Porto Soyo, Fernando Dias, disse que a instituição a que dirige tem todas as suas infra-estruturas concessionadas, tendo como principal concessionada a Kwanda, para além da Petromar e da Sogester. Todavia, Fernando Dias diz que a empresa apresenta inúmeros desafios, com destaque para necessidade de maior digitalização, por entender que as infra-estruturas desta natureza, hoje, devem ser Portos essencialmente inteligentes. “Para não ficarmos para trás, o Porto do Soyo tem que caminhar para isso.
Para tal, é preciso fazermos um investimento muito forte no ramo da digitalização, que não é barata porque aqui não fabricamos, importamos tudo”, sustentou. Conectividade é outro desafio apontado pelo gestor, para estar ao nível dos outros Portos do país e do mundo. Neste particular, fala da necessidade da conecção por linha férrea e um aeroporto em condições, no Soyo, que receba aviões a qualquer hora do dia, tendo em conta que hoje a ligação é, sobretudo, por estrada.
A falta desta conectividade, segundo Fernando Dias, tira competitividade ao Porto do Soyo e inibe o fluxo de mercadorias e pessoas a todo o momento, assim como “nos coloca em desvantagens relativamente aos Portos de Luanda e Lobito, que têm ligação com outras províncias”. “Hoje temos uma estrada muito boa, se calhar uma das melhores, mas é só Luanda/Soyo, a que sai do Soyo/Mbanza Congo já não é tão boa. Não temos ligação do Soyo/Uíge e a ligação aérea Soyo/ Cabinda”, desafios diz ser para o Governo no seu todo. Ainda assim, o Porto do Soyo é um dos principais empregadores do município e da província, com um total de 113 empregos directos, sendo que a empresa tem um volume de negócios a rondar, anualmente, em 7.067.516.301l de kwanzas/ano (2025).












