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OPAÍS

BIC regista lucro de Kz 34,2 mil milhões e aumenta capital social

Jornal Opaispor Jornal Opais
27 de Abril, 2018
Em Economia

Os accionistas do BI C, banco privado com maior rede comercial do país (mais de 200 agências bancárias) aumentaram para Kz 20 mil milhões o capital social, numa altura em que o lucro da instituição, referente a 2017, cresceu pouco

POR: Hélder Caculo

Durante o ano económico 2017, o BIC registou um lucro de Kz 34,2 mil milhões, um crescimento de Kz 590 milhões quando comparado com os resultados de 2016, em que o banco obteve Kz 33,6 mil milhões. De 2016 a 2017, o banco reduziu o volume de crédito de Kz 1.004.525 para Kz 965.186 mas aumentou o número de clientes, tendo actualmente 1, 4 milhões. A informação foi avançada, ontem, em Luanda, pelo presidente do Conselho de Administração daquela instituição financeira.

Fernando Teles justificou os resultados alcançados no ano transacto com o actual contexto macro-económico do país, marcado sobretudo, pela queda do preço do petróleo, pela redução das receitas fiscais, pela aceleração da inflação e por um menor incentivo ao investimento. “O ano de 2017 foi particularmente exigente. Desta forma, embora se tenha observado alguma recuperação da economia, continuam a existir desequilíbrios macro-económicos substanciais no país, que se traduzem em desafios constantes para os vários agentes económicos e para a banca comercial, em particular”, disse. Para fazer face aos desafios durante a actividade comercial em 2017, o banco teve que optar pela contenção de custos a fim de manter os níveis dos resultados de 2016 (com aumento de Kz 590 milhões).

Teles garante apoio à economia

O gestor bancário sublinhou que não obstante os desafios, o banco que dirige vai continuar a apoiar o desenvolvimento da economia nacional, em particular no sector primário. “Continuamos a apoiar os projectos de financiamento realizados no âmbito do programa  Angola Investe. De igual forma, mantemos a nossa aposta no crédito ao Estado, quer através da aquisição de Dívida Pública, quer por via de financiamentos directos, o que tem permitido a execução de muitos projectos”, assegurou. Relativamente ao mercado cambial, em particular a distribuição de divisas junto aos clientes particulares e empresas, Fernando Teles disse que o BIC controla cerca 12% do mercado e que as operações obedecem aos critérios definidos pelo BNA. “Hoje as operações são feitas com base nos sectores de actividade definidos pelo banco central e não através de vendas dirigidas como acontecia anteriormente na banca angolana. Nós somos o banco que mais sector atinge com a venda de divisas. Claro que fizemos também vendas com base na importância dos clientes”, frisou.

USD 200 milhões em dívida

O BIC tem USD 2,3 mil milhões de crédito a clientes particulares e empresas e USD 2,5 mil milhões de empréstimo ao Estado, sendo o maior banco do país, em termos de concessão de crédito. Entretanto, Fernando Teles revelou que o crédito mal parado está avaliado em USD 200 milhões. Avançou que 80% desses empréstimos estão garantidos com hipotecas. O PCA do BIC mostrou-se preocupado com o número de clientes que se encontram na condição de devedores do banco. E afirmou que muitos dos devedores, na sua maioria, empresários e políticos vão responder processos no tri.

EURO BIC com lucro de USD 27 milhões

Em Portugal, o BI C obteve USD 27 milhões em resultado líquido durante o ano 2017, um crescimento de USD 5 milhões comparativamente a 2016. Além de Angola e Portugal, o banco opera em Cabo Verde, onde obteve USD 12 milhões, África do Sul e Namíbia. Este ano, o banco pretende abrir o seu primeiro balcão na República Popular da China . Em Angola o BI C opera há 12 anos e conta com 227 balcões, 2.067 colaboradores, 1, 4 milhões de clientes, sendo o quarto maior banco do país em depósitos.

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