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«Culpe-se a idade e o regresso da pátria»

Jornal Opaispor Jornal Opais
14 de Novembro, 2023
Em Sem Categoria

Havia em nós o cisma de escaparmos dos nossos leitos para nossas nádegas na rua assentar assim que o dia viesse ao nosso encontro. rasgávamos o futuro e com ele fazíamos o que nos alhearia da escassez do estômago — «o pára». O futuro tal vez estivesse mesmo pintado nas páginas dos manuais. O futuro talvez fosse manuais. É dessa forma que nossos leccionadores nos esboçavam esse conjuntivo nos ouvidos. mas, então, ninguém se importava se o manual fosse ou não um material favorável à vida. Havia em nós o atraso de racionalizar as coisas do cosmo.

Bem, Culpe-se a idade e o espaço. Por isso, a roda no chão a gente arquitectava, alguém oscilava a boca para ter de pedir – vou pedir o menino vai «na» escola. Sem crase. Entenda-se: a fome também não tem moral para respeitar as regras gramaticais. «Vou pedir o menino vai na escola» e a outra pessoa tinha a tarefa de distribuir o futuro, o «pára». Com a máxima atenção, tínha mos todos a esperança plantada no imo das nossas cabeças.

Ganhasse quem o «pára» — o pedido — parasse na sua porta. Como a lei cósmica, ou seja, lei da vitória determina, uns estendiam suas alegrias e outros mantinham ainda a esperança de chegar a vez. Ali, todos sentadinhos, o dia no relógio a seguir os passos alheios, prosseguíamos com o jogo, até que uma voz viesse tocar nossos ouvidos para então termos de repousar o corpo em casa ou ir à escola à procura de um futuro que, por algum sinal, já nos encontramos dentro dele. A vida era-nos mesmo assim. A vida era-nos pedra. A vida é totalmente pedra. A vida ser-nos-á sempre pedra. Os risos e as gargalhadas sabiam esboçar nossos rostos como se plantássemos a paz nos abdómenes.

Então, A noite chegava, o luar sabia-nos escrever poesia. A poesia era nós nas brincadeiras. víamos o país a ser-nos positivo, tinha suas falhas, as de sempre. Deitasse cedo quem sabia que no dia que se aproximasse pudesse acompanhar germinadora a carregar o peso do dia para no desligar do sol ter alguma coisa na mesa a sorrir para o estômago. Claro, pára era o que nós sabíamos jogar. Era o nosso passar do tempo quando bem estaríamos com as nádegas nos bancos a decorar o mal ensino da alfabetização do professor que também não cá rega culpa nenhuma. Pára é o que nós jogávamos, por isso PARO.

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