Nossa Seguros BFA SB SB FIB BANCO BAI
Ter, 20 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

“Os Kiezos vão na quinta geração e pela banda já passaram mais de 100 elementos”

Augusto Nunespor Augusto Nunes
1 de Agosto, 2025
Em Cultura, Em Cartaz
“Os Kiezos vão na quinta geração e pela banda já passaram mais de 100 elementos”

Fotos de: Virgílio Pinto

O lendário conjunto Os Kiezos completará, a 17 de Novembro próximo, 60 anos de existência. A jornada comemorativa deste percurso iniciou em Março último, no Prova D´Arte, no bairro Miramar, com uma série de concertos e homenagens que se prolongarão até ao mês de Novembro, altura em que o conjunto apagará as suas 60 velas

Nesta entrevista curta concedida ao Jornal OPAÍS, o guitarrista e director artístico desta formação, Hidelbrando de Jesus Cunha, fala do seu longo percurso, das vassouras dadas ao regime colonial, dos seus momentos áureos e dos projetos futuros deste icónico Conjunto, que já vai na Quinta Geração de Músicos.

Os Kiezos completam, a 17 de novembro próximo, 60 anos de existência. Que memórias e significado tem para o Conjunto este percurso?
Bem, os 60 anos do Conjunto Os Kiezos têm um grande significado para nós. Recorda a nossa cultura, uma vez que o conjunto foi fundado ainda na era colonial. Era muito difícil naquele tempo a música angolana afirmarse, porque havia também outros grupos que pertenciam àquele regime. Esses 60 anos de existência do Conjunto significam uma luta muito grande, tendo em conta o que Os Kiezos fizeram até hoje em prol da Música e da nossa Cultura.

Qual foi o segredo dos Kiezos para se manterem e afirmarem-se entre os diferentes grupos afectos ao regime colonial?
O segredo dos Kiezos foi tocar a música na nossa língua nacional, principalmente o samba e outros ritmos aqui da zona de Luanda e arredores. Cantar só em língua nacional, para manter a originalidade da nossa própria cultura.

Como é que o regime colonial encarava os Kiezos e o que dizia sobre as suas composições naquela altura?
Naquela altura, as autoridades coloniais encaravam Os Kiezos como um grupo de música tradicional angolana. Mas, por outro lado, também sabiam que a música era uma forma de combater o próprio regime. Então, nós fazíamos alguns temas assim disfarçados, para que não dessem conta das mensagens. Procuravam saber o que a música dizia, mas não entendiam nada da nossa língua. Para entender alguns trechos, iam perguntar a certos indivíduos que já eram informadores do próprio regime e apoiavam-no. A arma secreta, conforme eu disse, foi mesmo afirmar os nossos ritmos angolanos, que são ritmos também dos nossos ancestrais, e através daí o Conjunto conseguiu impor-se ao nível daquele regime, altamente repressivo.

Como surgiu a canção “Milhoró” e o que diz?
Bem, a letra do tema “Milhoró” foi escrita em 1961, e pela sua forte mensagem, não podia ser cantada naquela altura. Era um risco enorme e surge numa altura em que os nossos compatriotas lançaram um ataque às cadeias coloniais, em prol da luta de libertação da independência nacional. Por força desta incursão, o Governo português decidiu, em 1961, enviar para Angola um exército para combater os angolanos.

Em que ano o conjunto apresentou-se em público e quando gravou o seu primeiro disco?
Os “Kiezos” apresentaram-se pela primeira vez em público, em 1969, no Ngola Cine e, em 1970, gravaram o primeiro disco na Voz de Angola. Foi numa altura em que entram para o Conjunto o percussionista e vocalista Juventino Anselmo de Sousa Arcanjo, Vate Costa e Fausto Lemos. O último se notabilizou como um dos vocalistas principais desta formação.

Qual é a marca dos Kiezos?
A marca principal dos Kiezos é manter a própria originalidade da música angolana, sobretudo, o ritmo Semba, que é o lema principal do Conjunto: Os Kiezos não param. Já agora, que balanço faz dos 60 anos de existência dos Kiezos? Bem, nestes 60 anos de existência, o balanço é positivo, uma vez que o Conjunto já sofreu várias transformações desde a sua formação, em 1965. No princípio, tinha apenas duas guitarras solo, que eram tocadas pelo falecido Marito Arcanjo. Depois tínhamos também a guitarra baixo. Hoje, o Conjunto tem cerca de quatro guitarras, já tem teclados, instrumentos de sopro, está muito mais modernizado.

O que mais marcou o Conjunto nesses seus 60 anos de existência?
O que mais nos marcou nesses 60 anos de existência foram as várias atividades realizadas ao nível do país e no exterior. Uma das grandes atividades do Conjunto foi a viagem que fizemos naquele tempo do Monopartidarismo. Fomos cantar no Rio de Janeiro e noutros pontos do estrangeiro. Naquela altura, os Kiezos conseguiram fazer uma tournée pela Europa Ocidental, o que era muito difícil. Estivemos em França, na Alemanha Ocidental, na Bélgica, na Itália, enfim, foi um grande feito para o Conjunto Os Kiezos, nos anos 80.

De lá para cá, como é que o Conjunto se vem articulando?
O Conjunto vai se articulando com várias atividades, principalmente no Centro Recreativo e Cultural Kilamba e noutros centros culturais, fazendo gravações de discos, a aparição na televisão, no Show da Zimbo, tem tido uma atividade normal.

Quantas gerações têm Os Kiezos?
Os Kiezos já vão na quinta geração e por ele já passaram mais de 100 elementos. Uns ainda vivem, são fundadores desta formação, mas a maioria já é falecida.

Quantos elementos integram esta Quinta Geração de instrumentistas?
Nesta Quinta Geração temos cerca de nove instrumentistas. Mas, estamos falando do último indivíduo que é o menor do conjunto. Tem 22 anos, é a viola original, mas eu, Hildebrando de Jesus “Brando”, já tenho mais de 60 anos, ainda encontrei os fundadores do conjunto. Quer isso dizer que eu estou entre a Primeira e a Segunda Geração de músicos do Conjunto. Como pode ver, ainda pode-se encontrar um elemento da Terceira Geração, e atingimos aqui a Quinta.

De que forma pretende o Conjunto comemorar os seus 60 anos de existência?
O Conjunto já está a comemorar o seu aniversário com várias atividades. Já estivemos no Miami Beach, na Ilha de Luanda, no mês de março, dia 20 deste mês estivemos no Prova-D´Arte, no Miramar, no dia 27, no Centro Recreativo e Cultural Kilamba. Recordo-vos que todas essas atividades estão inseridas nas comemorações do 60º aniversário do Conjunto Os Kiezos.

Quantos vocalistas têm hoje Os Kiezos?
O Conjunto tem dois vocalistas, o Realtino e o Zé Manico. Nos coros, temos uma voz feminina e outra masculina.

Leia mais em…

Relacionados - Publicações

Companhia de Arte Cénica estreia “O Natal que Quase não Aconteceu” no Elinga Teatro

Companhia de Arte Cénica estreia “O Natal que Quase não Aconteceu” no Elinga Teatro

20 de Outubro, 2026
Clube de leitura aborda doença vitiligo com crianças e adolescentes

Clube de leitura aborda doença vitiligo com crianças e adolescentes

20 de Outubro, 2026
Caldo do Poeira presta tributo ao músico Dom Caetano

Caldo do Poeira presta tributo ao músico Dom Caetano

16 de Outubro, 2026
Landrick volta a actuar no palco do Espaço Aplausos sete anos depois

Landrick volta a actuar no palco do Espaço Aplausos sete anos depois

16 de Outubro, 2026
Humoristas Gordo Estiloso e Avó Rocha actuam no Icolo e Bengo num conceito de espectáculo voltado à descontracção da comunidade local

Humoristas Gordo Estiloso e Avó Rocha actuam no Icolo e Bengo num conceito de espectáculo voltado à descontracção da comunidade local

14 de Outubro, 2026
Reabertura do Cine Ngola representa para o Ministério da Cultura um passo estratégico na descentralização cultural

Reabertura do Cine Ngola representa para o Ministério da Cultura um passo estratégico na descentralização cultural

14 de Outubro, 2026
Carregar Mais
Publicidade

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Luanda acolhe formação sobre normatização electrotécnica

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Ucrânia acusa Rússia de atacar instalações energéticas no Norte do país

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • MINSA disponibiliza 120 vagas de licenciatura para profissionais de saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

Companhia de Arte Cénica estreia “O Natal que Quase não Aconteceu” no Elinga Teatro

Companhia de Arte Cénica estreia “O Natal que Quase não Aconteceu” no Elinga Teatro

por Augusto Nunes
20 de Outubro, 2026

...

Clube de leitura aborda doença vitiligo com crianças e adolescentes

Clube de leitura aborda doença vitiligo com crianças e adolescentes

por Jornal OPaís
20 de Outubro, 2026

...

Caldo do Poeira presta tributo ao músico Dom Caetano

Caldo do Poeira presta tributo ao músico Dom Caetano

por Jornal OPaís
16 de Outubro, 2026

...

Landrick volta a actuar no palco do Espaço Aplausos sete anos depois

Landrick volta a actuar no palco do Espaço Aplausos sete anos depois

por Augusto Nunes
16 de Outubro, 2026

...

Humoristas Gordo Estiloso e Avó Rocha actuam no Icolo e Bengo num conceito de espectáculo voltado à descontracção da comunidade local

Humoristas Gordo Estiloso e Avó Rocha actuam no Icolo e Bengo num conceito de espectáculo voltado à descontracção da comunidade local

por Maria Custodia
14 de Outubro, 2026

...

Reabertura do Cine Ngola representa para o Ministério da Cultura um passo estratégico na descentralização cultural

Reabertura do Cine Ngola representa para o Ministério da Cultura um passo estratégico na descentralização cultural

por Augusto Nunes
14 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Apreendidas nove armas de fogo e detidos mais de cem suspeitos

Ndombe Film Production adia estreia do filme-documentário “Black Woman”

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM