O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, instou ontem os deputa dos a apoiarem o mais rapidamente possível a recusa ao cargo do procura dor-geral Ruslan Kravchenko, que se demitiu na semana passada
“Só há um caminho para este procurador-geral: a sua destituição do cargo. Foi isso que lhe disse”, afirmou Zelensky numa mensagem nas redes sociais. “A Ucrânia já viu todos os motivos. Se consideram que é pressão política, que assim seja.
Exorto os parlamentares a apoiarem a sua demissão o mais rapidamente possível”, enfatizou. Poucos minutos antes, Kravchenko declarou num vídeo publicado nas redes sociais que tinha aprovado as acusações contra o chefe do Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU), Semen Krivonos, por alegadamente “falsificar documentos oficiais para obter grandes lucros ilícitos”, e também divulgou os documentos que detalhavam as acusações.
Kravchenko indicou ter aprovado acusações contra uma pessoa próxima do chefe da Procuradoria Especializada Anti-corrupção, Oleksander Klimenko, sem revelar a sua identidade. Rustan Kravchenko acrescentou que, “até agora, estava politicamente limitado a tomar estas de cisões pelo Presidente e pelos funcionários anti-corrupção”.
O procurador-geral exigiu que Krivonos e Klimenko “renunciem hoje, sem envolver agências e equipas num conflito pessoal numa luta por si próprios e pelo seu círculo íntimo”. Kravchenko defendeu ainda que o NABU e a Procuradoria Especializada Anti-corrupção não estão focados no combate à corrupção, mas sim “em transformar-se num centro independente de poder político, não eleito pelo povo ucraniano e que se esquiva à responsabilidade política”.
Por fim, salientou que estas agências lançaram a Operação Cartago focada numa rede chefia da por procuradores de alto nível que alegadamente aceitaram subornos para proteger centrais telefónicas fraudulentas para obter acesso aos processos contra altos funcionários de ambas as agências e interromper estas investigações.
O caso Cartago foi precisamente o que levou Kravchenko a demitir-se a 07 de Setembro, depois de o NABU e a Procuradoria Especializada Anti-corrupção terem anunciado o desmantelamento de uma organização criminosa liderada pelo chefe de uma das divisões da Procuradoria-Geral, que alegadamente recebia subornos sistemáticos de centros de telemarketing fraudulentos e lavava os fundos obtidos.












