O Partido do Renascimento Angolano-Juntos por Angola (PRA-JA) está a desenvolver uma série de campanhas de mobilização de novos membros em vários bairros e municípios da província da Huíla, visando o seu crescimento e fortalecimento, rumo às eleições gerais de 2027.
A informação foi avançada, hoje, ao Jornal OPAÍS pelo secretário provincial do partido liderado por Abel Epalanga Chivukuvuku, Zeferino Tchiengo, que considerou animadores os resultados das campanhas de mobilização, tendo em conta o número de novos membros registados em cada acção.
Segundo o responsável, o PRA-JA traçou uma meta de mobilização de mais de um milhão de novos militantes, a nível nacional, até Dezembro, cabendo à província da Huíla uma participação de 100 mil novos membros.
“O PRA-JA Servir Angola, a olhar para a campanha que se avizinha, tem estado a desenvolver as suas actividades, como o sete-sete, a mobilização porta-a-porta e outras actividades inerentes ao crescimento exponencial do partido, uma vez que o nosso partido tem a missão de, até Dezembro, mobilizar mais de um milhão de militantes a nível nacional. A Huíla tem uma quota muito importante para que se alcancem estes objectivos e é neste sentido que, desde o mês de Junho, temos vindo a desencadear uma actividade denominada mobilização porta-a-porta, que nos tem permitido crescer exponencialmente”, disse.
De acordo com Zeferino Tchiengo, desde Junho até ao momento, o PRA-JA na Huíla já inscreveu e atribuiu cartões de militante a mais de 11 mil membros.
Por outro lado, informou que, dos 100 mil novos militantes previstos para a Huíla até Dezembro, cerca de 60 mil já foram mobilizados e inscritos em todo o território da província.
“Amanhã estaremos no bairro do Tchioco. Já passámos pelo bairro Comandante Nzage, passámos também pelo bairro da Mitcha, na semana passada, onde o saldo foi muito positivo, tendo sido inscritos perto de três mil membros. Estivemos igualmente no bairro Santo António. É uma campanha que está a ser feita em todos os municípios da província da Huíla”, afirmou.
O responsável informou ainda que a convivência política com outros partidos na província é, no geral, salutar, embora tenha denunciado a existência de alegados focos de intolerância política nos municípios dos Gambos e de Caconda.
“Temos uma convivência muito moderada, apesar de existirem alguns indícios de intolerância política. Refiro-me à intolerância no município dos Gambos, onde alguns munícipes são proibidos de arrendar os seus imóveis para que o PRA-JA Servir Angola possa transformá-los em sedes municipais. Só para se ter uma ideia, em menos de dois meses tivemos de trocar mais de duas sedes e a última teremos mesmo de abandonar ainda este mês, devido às orientações e ameaças que os proprietários sofrem”, revelou.
Sobre Caconda, Zeferino Tchiengo denunciou igualmente alegados actos de intolerância, afirmando que bandeiras do partido têm sido retiradas e que algumas autoridades tradicionais estariam a ser orientadas a desencorajar a adesão da população ao PRA-JA.
POR: João Katombela, na Huíla












