O Hospital Central do Lubango, na província da Huíla, atende semanalmente mais de 100 doentes oncológicos, apesar de ainda não contar, nos seus quadros, com um médico especialista em oncologia. As consultas são assistidas, por via online, por médicos angolanos, portugueses e australianos.
A informação foi avançada recentemente pela directora-geral do Hospital Central do Lubango, Maria Lina Antunes, que reconheceu que a unidade sanitária ainda enfrenta algumas dificuldades no atendimento destes pacientes, que carecem de assistência especializada.
“Neste momento, a nossa estatística aponta para cerca de 100 a 102 doentes. Não são muitos. É um projecto pioneiro, porque nós ainda não temos aqui um médico especialista em oncologia. Estamos a formar um no Brasil, mas ainda não chegou. Tivemos de recorrer a uma consulta que é feita todas as segundas-feiras, com várias pessoas a nível do país”, disse.
De acordo com a responsável, o Centro de Oncologia do Hospital Central do Lubango já começou a realizar sessões de quimioterapia. Desde o arranque deste serviço especializado, Maria Lina Antunes revelou que não foram registadas quaisquer reacções adversas nos pacientes.
“Tivemos de avançar para a quimioterapia. Não havia razões para as pessoas saírem daqui para fazer quimioterapia fora. Tivemos o apoio do Instituto de Oncologia do Porto, criámos uma área com oito cadeiras para fazer quimioterapia e, para a nossa sorte, não tivemos aqui nenhuma ocorrência negativa”, disse.
Por outro lado, Maria Lina Antunes revelou que, para o tratamento completo das doenças cancerígenas, é necessária a implementação de serviços de radioterapia, sobretudo para atender crianças que padecem de cancro.
Segundo a responsável, estes serviços poderão estar disponíveis para os utentes apenas no final de 2027.
POR: João Katombela, na Huíla












