O Ministério da Saúde (MINSA) vai disponibilizar 4.800 vagas para cursos de especialização em enfermagem, no âmbito de uma iniciativa que visa ampliar e descentralizar a formação especializada de profissionais de saúde em várias províncias do país.
A medida está inserida no Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde, financiado pelo Banco Mundial e implementado pelo Ministério da Saúde, através do Instituto de Especialização em Saúde (IES) e da Unidade de Implementação do Projecto de Formação dos Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS).
O programa prevê formar 38 mil profissionais até 2028, segundo informação avançada, nesta terça-feira, 8 de Setembro, pelo coordenador e gestor técnico da UIP-PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro.
A informação foi prestada durante uma reunião de trabalho que contou com a participação do Bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Angola, Dr. Eduardo Caiangula, membros da Direcção Nacional de Recursos Humanos do MINSA, especialistas, assistentes, consultores e outros técnicos da UIP-PFRHS.
O encontro juntou igualmente responsáveis dos Gabinetes Provinciais de Saúde e de unidades hospitalares, tendo como objectivo avaliar as condições técnicas, infra-estruturais e de recursos humanos necessárias para a expansão das formações especializadas.
Segundo Job Monteiro, as 4.800 vagas serão distribuídas por várias áreas de especialização, entre as quais saúde comunitária, saúde materna e neonatal, pediatria, emergência e trauma, nefrologia, cuidados intensivos, anestesiologia e reanimação, infecciologia e oftalmologia.
Entre as novidades previstas estão as especializações em enfermagem em cardiologia, saúde oncológica e enfermagem forense, que serão introduzidas pela primeira vez.
Províncias a abranger
A expansão deverá abranger as províncias de Malanje, Moxico, Moxico Leste, Lunda Norte, Lunda Sul, Zaire, Namibe, Cuando e Cubango, permitindo aproximar a formação especializada dos profissionais que trabalham fora dos grandes centros urbanos.
O coordenador da UIP-PFRHS sublinhou, entretanto, que a abertura dos cursos estará condicionada à existência de condições adequadas, nomeadamente infra-estruturas, equipamentos, acesso à internet, salas de aula climatizadas, instalações sanitárias e unidades hospitalares para a realização de estágios práticos.
As províncias deverão garantir os espaços físicos necessários, enquanto o projecto apoiará com equipamentos e materiais pedagógicos.
O Moxico foi apontado como referência na preparação das condições para acolher as formações, devendo partilhar a sua experiência com as restantes províncias abrangidas pelo programa.
Além das vagas destinadas à enfermagem, estão previstas 2.565 vagas para cursos de pós-médio, cerca de 400 para técnicos de diagnóstico e terapêutica e 320 para áreas das carreiras médicas.
O início das novas formações está previsto para Outubro, mediante o cumprimento dos requisitos estabelecidos e a publicação dos respectivos editais.
Job Monteiro apelou ao “máximo empenho” das estruturas provinciais nos próximos meses e advertiu que as províncias que não conseguirem assegurar as condições exigidas poderão ficar de fora da implementação dos cursos.












