Os alfabetizadores da província da Huíla defendem a melhoria das suas condições de vida e de trabalho, como forma de desempenharem as suas funções com menos dificuldades e contribuírem para o alcance dos objectivos da alfabetização.
O apelo foi feito ontem, na cidade do Lubango, durante as comemorações do Dia Mundial da Alfabetização, assinalado a 8 de Setembro, por Augusta Ninguene, alfabetizadora, que falava em representação da classe na província.
Segundo a alfabetizadora, a classe enfrenta várias dificuldades no exercício das suas actividades, entre as quais a falta de material didáctico, condições inadequadas de trabalho, dificuldades financeiras e a ausência de acções regulares de refrescamento dos conhecimentos.
“Ser alfabetizador é muito mais do que ensinar letras, palavras ou números. É acender uma luz onde antes havia escuridão, devolver esperança, dignidade e confiança àqueles que anseiam aprender a ler e a escrever”, afirmou, acrescentando que, apesar dos desafios, os alfabetizadores continuam firmes, movidos pela dedicação, paciência e espírito de missão.
Por sua vez, a chefe do Departamento de Educação e Ensino do Gabinete Provincial da Educação, Marta Morais, destacou o papel da alfabetização no desenvolvimento humano, reafirmando o compromisso de Angola e da província da Huíla com uma educação inclusiva e sustentável.
“A alfabetização é, antes de tudo, um acto de libertação. É o primeiro passo para que cada cidadão possa compreender o mundo, expressar-se, participar e transformar a sua realidade”, afirmou.
POR: João Katombela, na Huíla












