Sindicalistas voltam a instar a Procuradoria-Geral da República para fiscalizar actos de gestão na Empresa Provincial de Águas e Saneamento de Benguela, tendo como base os 8,5 mil milhões de kwanzas de capitalização feita pelo Ministério das Finanças. Eles advertiram, recentemente, o conselho de administração de que o modelo de gestão, baseado em silêncio, tem deixado os trabalhadores irritados, que continuam a clamar por melhores condições laborais, com destaque para o pagamento regular de salários
As Comissões Sindicais da Empresa Provincial de Águas e Saneamento de Benguela (EPASB) acusam o conselho de administração, liderado por Tanislau Silva, de falta de diálogo, três meses após o início de funções. Eles sustentam que esse tipo de comportamento pode vir a gerar uma greve, tendo, igualmente, como base o caderno reivindicativo. Os trabalhadores pretendem ver resolvida a questão dos atrasos no pagamento de salários e questionam quando é que o conselho tratará da revisão do qualificador ocupacional, instando se Tanislau Silva vai ou não ser capaz de resolver os problemas que apoquentam os trabalhadores.
O sindicalista Homero Magalhães afirmou, em conferência de imprensa, que a empresa esteve “mergulhada” em muitos escândalos financeiros, que terão lesado os mais de 900 trabalhadores. “De 2010 a 2026, a Empresa de Águas anda em escândalos financeiros, existem casos de corrupção. Os Sindicatos alertam há vários anos”, recordou, sustentando com a introdução de empresas supostamente ligadas a alguns gestores.
Em virtude disso, o sindicalista defende a necessidade de instituições como a Procuradoria- Geral da República (PGR) e a Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) entrarem em cena, de modo a que haja mais fiscalização e, por conseguinte, se apure responsabilidade em relação à forma como foram gastos os mais de 8 mil milhões de capitalização de que a empresa se tinha beneficiado, em 2023.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela





