O ministro da Juventude e Desportos, Rui Falcão Pinto de Andrade, admitiu, Terça- feira, em Benguela, na abertura da formação de voluntários e da III edição da formação de formadores desportivos, que o seu pelouro trabalha naquilo que diz ser a criação de “veredas necessárias” para, no futuro, determinados monitores desportivos passarem a integrar nos cursos das federações, de modo que cheguem a treinadores de nível A de cada uma das modalidades
N a base do Programa Nacional dos Desportos, assente em cinco eixos estratégicos, o Governo decidiu lançar o Programa de Generalização da Prática Desportiva em todo o país e, para se alcançarem os objectivos definidos, o ministro Rui Falcão Pinto de Andrade considera importan- te a aposta na formação humana, ao lembrar que, neste momento, o sector sob sua jurisdição tem em curso o processo de formação de monitores desportivos.
“Vamos lançar aqui, embora já esteja a correr em outras províncias, a terceira etapa do plano de formação de monitores”, revelou, prevendo, de entre outras matérias a serem abordadas, a anatomia e a teoria do treino. “Fizemo-lo assente num pressuposto: é preciso garantir o futuro dessas pessoas, que vão começar como voluntários, mas que, seguramente, têm as suas necessidades. Precisam de crescer e precisam de encontrar, no futuro, os seus empregos”, ressaltou. Rui Falcão Pinto de Andrade admite a criação de veredas necessárias para, no futuro, determinados monitores desportivos passarem a integrar cursos em cada uma das federações, de modo a que cheguem a treinadores de nível A nas respectivas modalidades.
“O mesmo estamos a fazer não apenas para aquelas modalida- des comuns e de sala, inclusive do futebol ou do atletismo, se quiserem, mas também estamos a fazer em relação aos desportos de luta”, assegura o governante. O ministro da Juventude e Desportos deseja, por conseguinte, quebrar o círculo que tem levado as pessoas a confundir o “cinturão negro” com o de “instrutor”, explicando que o “cinturão negro é um praticante que chegou a um determinado nível na sua prática desportiva”. Entretanto, para se transformar em instrutor e/ou treinador — elucida —, tem de ter qualificação, sendo esse o pressuposto a que o seu ministério se tem dedicado.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela





