O comandante-geral da Polícia Nacional de Angola (PNA), comissário-geral Francisco Monteiro Ribas da Silva, destacou, hoje, a importância do 1.º Curso de Gestão Estratégica Policial como instrumento para reforçar as competências de comando, liderança, planeamento e tomada de decisão dos oficiais da corporação.
Ao intervir na cerimónia de abertura, o mais alto mandatário da corporação afirmou que a formação surge no âmbito do esforço permanente da PNA para desenvolver as competências dos oficiais comissários que exercem ou dos oficiais superiores que se preparam para exercer funções de comando e direcção.
Segundo o responsável, a actual realidade sócio-económica e geopolítica, marcada pelo ambiente de segurança global, exige o aperfeiçoamento das competências dos Oficiais Comissários no domínio da gestão estratégica.
A formação, explicou, pretende consolidar capacidades de planeamento, organização, análise, direcção e tomada de decisão, tendo em vista o desenvolvimento da Polícia Nacional de Angola.
O comandante-geral recordou que, em 2018, se concluiu que os oficiais comissários detinham uma vasta experiência no exercício do comando de forças, construída ao longo dos processos de manutenção da ordem, segurança e tranquilidade públicas e na defesa da soberania nacional.
No entanto, acrescentou, a evolução política, jurídica, económica, social, científica e tecnológica da sociedade global e do país tornou necessário o aperfeiçoamento das competências no domínio da gestão estratégica policial.
Foi neste contexto que se planificou o Curso de Gestão Estratégica Policial, com o objectivo de dotar os oficiais de indicadores que lhes permitam aplicar o pensamento, a análise, o planeamento, a organização, a direcção, o controlo e a tomada de decisões estratégicas.
O responsável destacou ainda a necessidade de operacionalizar tecnologias alinhadas com a actividade policial, tendo em vista a satisfação dos interesses dos cidadãos em matéria de segurança pública.
O curso foi autorizado, em 11 de Abril de 2019, pelo Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, mas não chegou a ser ministrado na altura por falta das condições requeridas.
De acordo com o comandante-geral, actualmente estão acauteladas as condições financeiras e logísticas, tendo sido também seleccionados docentes policiais e convidados de outras instituições com competências reconhecidas nos domínios da docência, comando e direcção.
A formação será realizada na modalidade presencial e dividida em duas etapas. A primeira conta com 57 Oficiais Comissários titulares dos órgãos, entre directores nacionais e comandantes provinciais.
A segunda etapa será destinada aos oficiais comissários que exercem as funções de directores nacionais adjuntos e segundos comandantes provinciais.





