No ano em que os Estados Unidos da América assinalam o 250.º aniversá- rio da sua Independência, celebrado Sábado, o jornal OPAÍS aborda a história de antigos bolseiros angolanos, filiados da associação U.S. Angola Alumni (US3A), que mostram que os programas de intercâmbio académico vão muito além da formação universitária. Da criação de empresas ao voluntariado comunitário, da promoção da liderança feminina à moderni- zação do ensino superior, cinco jovens regressaram ao país determinados a colocar o conhecimento adquirido ao serviço das suas comunidades
Quando recebeu a confirmação de que ha- via sido seleccionado para integrar o Mandela Washington Fellowship, em 2016, Felisberto Tchitungo mal acreditava no que estava a acontecer. Natural da província de Benguela, nunca imaginara estudar nos Estados Unidos, um país que, até então, conhecia apenas através da televisão e das histórias contadas por terceiros.
Criado durante a Administra- ção do então Presidente Barack Obama, este programa, que carrega o nome do antigo Presidente da África do Sul, Nelson Mandela, oferece a jovens líderes africanos a possibilidade de participa- rem numa formação intensiva em universidades norte-americanas, promovendo competências em liderança, empreendedorismo e gestão pública. Para o nosso interlocutor, a pró- pria designação do programa simboliza a união entre África e os Estados Unidos.
“Nelson Mandela representa o maior exemplo de li- derança africana, pela sua capa- cidade de reconciliar pessoas, re- solver conflitos e promover a paz. São valores que identificam qual- quer bom líder”, frisou. Felisberto Tchitungo conta que tomou conhecimento da abertura das candidaturas através da Associação Nacional Angolana de Pro- fessores de Língua Inglesa (ANEL- TA), organização da qual fazia parte na província de Benguela.
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