Os deputados israelitas aprovaram, ontem, a primeira versão de um projecto de lei para dissolver o Parlamento, abrindo caminho a eleições antecipadas em Setembro ou Outubro
Os 106 membros presentes, de um total de 120 lugares no Knesset (Parlamento de Israel), aprovaram por unanimidade o projecto apresentado pela coligação governamental do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Uma comissão debateu e votou o projecto, na Segunda-feira, antes de ser analisado pelo plenário, revela a Lusa. O projecto tem ainda de ser de batido e votado mais duas vezes no Parlamento antes da aprovação final. A legislação em vigor estabelece o período entre 08 de Setembro e 20 de Outubro para a realização das eleições gerais.
A votação estava inicialmente marcada para 27 de Outubro, pelo que a antecipação da data, actualmente em negociação entre os partidos da coligação, não representa uma alteração significativa. O anúncio da dissolução do Par lamento em meados de Maio, iniciado pelo Likud, o partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ocorreu numa altura em que a formação política parecia ameaçada pelo colapso da maioria.
A crise foi provocada pelos partidos ultra-ortodoxos da coligação governamental, que criticaram o Likud por não ter aprovado, como previsto, uma lei que isentava os jovens estudantes de yeshivas (escolas talmúdicas) do serviço militar obrigatório. Netanyahu, 76 anos, que governou o país durante mais tempo do que qualquer outro primeiro-ministro (mais de 18 anos acumulados desde 1996), pretende cumprir um último mandato enquanto enfrenta um julgamento por corrupção que se prolonga há mais de cinco anos.
O primeiro-ministro e líder do Likud é considerado pela maioria dos israelitas responsável pela falha de segurança que permitiu o ataque sem precedentes do movi mento palestiniano Hamas, a 07 de Outubro de 2023. De acordo com sondagens isra elitas nenhum dos blocos políticos parece actualmente capaz de for mar Governo, dada a fragmenta ção do eleitorado.












