Nossa Seguros BFA Expo_Huambo BFA FIB EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Qui, 20 Ago 2026
OPaís
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

Tiago Armando: “Tanto os americanos quanto os europeus não têm como não se virarem para o continente africano”

Sebastião Félix por Sebastião Félix
6 de Junho, 2025
Em Entrevista
Lito Cahongolo

Lito Cahongolo

A abertura da 17.ª Cimeira Empresarial EUA-ÁFRICA, que se realizará em Luanda, capital angolana, de 22 a 25 de Junho do corrente mês, caberá ao Chefe de Estado e Presidente da União Africana (UA), João Lourenço. No entanto, para reflectir esse momento, o docente universitário formado em Relações Internacionais, Tiago Armando, anteviu o certame em várias perspectivas, sendo que adiantou que a aposta no capital humano e nas infra-estruturas de apoio serão, entre outros pontos, motivos para alavancar a economia africana e colocá-la na era global, uma vez que a ordem económica neo-liberal económica vai perdendo força. A Cimeira, organizada anualmente pela Corporate Council on Africa (CCA), visa promover parcerias económicas e investimentos bilaterais entre os EUA e o continente

Luanda acolhe a 17.ª edição da Cimeira Estados Unidos da América (EUA)- ÁFRICA. O que se espera dela?

Bem, os empresários americanos vêm ter connosco, porque a Cimeira-Estados Unidos da América (EUA) será realizada cá. As cimeiras, neste âmbito de negócio, são iniciativas de grupos empresariais que de facto querem, de certa forma, dinamizar a cooperação entre os países, sobretudo no setor empresarial. Como se sabe, a nível político-diplomático, os Estados tratam de determinados assuntos, assinam acordos, memorandos e, depois, os intervenientes ou agentes económicos, como as empresas, é que actuam nesse desdobramento dos acordos. Acredito que vão levar a imagem do país. Um país que está aberto ao investimento estrangeiro. Um continente com várias potencialidades, como capital humano, terras aráveis e um mercado de consumo, mas, de certa forma, acredito que as grandes preocupações serão a possibilidade de mais abertura dos empresários africanos, em particular os angolanos, entrarem no mercado norte-americano. Isto é de facto um grande desafio, porque as relações empresariais, muitas vezes, tendem a ser formais. No entanto, do ponto de vista daquilo que são as relações de poder, existe uma assimetria entre as empresas. E, de certa forma, isto faz com que aquelas empresas que vêm de países mais desenvolvidos acabem sempre tendo vantagens, porque são de países com indústrias bem consolidadas e têm mercados fortes. Um outro aspecto, provavelmente, que as empresas americanas vão levar para o encontro está relacionado com a transferência de know-how e a necessidade, digamos assim, de fortalecer a chamada diplomacia corporativa entre as empresas. E, aqui, o grande desafio também tem a ver com a internacionalização das empresas africanas. Por exemplo, nós temos poucas empresas angolanas operarem nos Estados Unidos da América. O volume de negócios entre o empresariado norte-americano e o empresariado africano é muito reduzido. Aliás, nos últimos três ou quatro anos, as relações diplomáticas entre os Estados Unidos da América e Angola foram, digamos assim, intensificadas, sobretudo depois da celebração dos 30 anos de relações entre os dois países. De facto, esta é a oportunidade.

A ideia que se tem no Ocidente é a de que o continente africano é rico em matérias-primas para serem exploradas. Há ou não condições de impor a sua vontade?

Isso tudo tem a ver com a visão política estratégica das lideranças africanas. Temos todos os fatores da produção. Temos terras aráveis, temos capital humano, portanto só não temos capital financeiro suficiente que nos permita investir no sector industrial e isso passa pela transformação da matéria-prima em produto final. Só pelo fato de termos uma industrialização fraca, fragilizada, maior parte da matéria-prima é enviada para fora e regressa como produto acabado para o continente africano. Isto significa o quê? Que as lideranças africanas têm falhado do ponto de vista daquilo que são os factores de produção na perspectiva integral. Ou seja, é preciso investir no capital humano e no capital fixo, que são as máquinas, mas maior parte dos Estados africanos está atolada na armadilha da dívida pelo facto de não saberem racionalizar ou canalizar bem as suas dívidas. Investem em projectos que depois acabam por não ter retorno para pagar a dívida e, consequentemente, surge dívida em cima da dívida.

Leia mais em

Recomendado Para Si

“Tenho muitas dificuldades com a educação privada. Acho que ninguém devia pagar para estudar”

por Sebastião Félix
14 de Agosto, 2026

O Jornal OPAÍS aproveitou a curta estadia do professor catedrático angolano da Universidade de Irvine, na Califórnia, Estados Unidos da...

Ler maisDetails

Filho de Nambuangongo: “Sem desprimor ao que já fiz, a melhor música que toquei como instrumentista é o hino dos Palancas Negras”

por Jornal OPaís
7 de Agosto, 2026

Filho de Nambuangongo, província do Bengo, entrou para o mundo da música por influência do seu irmão mais velho, que...

Ler maisDetails

Francisco Pinto Leite: “A primeira responsabilidade na cibersegurança é a protecção das nossas redes”

por Jornal OPaís
31 de Julho, 2026

Na semana que decorreu a FILDA 2026, maior bolsa de negócios de Angola, e antes do ataque cibernético à infra-estrutura...

Ler maisDetails

Honório Salakiako: “A construção de mais barragens no país é também um convite para quem quer investir no sector industrial em Angola”

por Jornal OPaís
24 de Julho, 2026

O jornal O PAÍS foi ao encontro do engenheiro electrotécnico Honório Salakiako, formado pela Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho...

Ler maisDetails

Mais Populares

  • DR

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Ministério do Interior disponibiliza consulta do estado das inscrições do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Luanda conquista 11 prémios na Gala do Prémio Melhor Município de Angola

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Fumaça em autocarro da Macon coloca passageiros em pânico no Lubango

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Capotamento em Cabo Ledo faz seis feridos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.