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Restos mortais de António Custódio ‘repousam’ no Cemitério de Sant´Ana

Os restos mortais do presidente do grupo carnavalesco União Mundo da Ilha, António Custódio, que faleceu no último domingo, aos 54 anos, vítima de doença, foram sepultados ontem, por volta das 11 horas, no Cemitério de Sant’Ana, em Luanda

Bernardo Pires por Bernardo Pires
13 de Junho, 2024
Em Cultura, Em Cartaz

A cerimónia fúnebre teve lugar no Velório Provincial de Luanda, situado junto ao referido cemitério, e contou com a presença do governador de Luanda, Manuel Homem, ladeado pelo vice-governador provincial para o sector Político e Social, Manuel António Gonçalves, e pela directora provincial da cultura, Teresa Tatiana de Morais Mbuta.

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Durante a cerimónia fúnebre, que durou cerca de duas horas, precedida da missa de corpo presente no interior do velório do respectivo velório, governantes, artistas, fazedores culturais, actores sociais e individualidades da sociedade civil prestaram homenagem ao malogrado, fazendo vénias à urna e endereçando palavras de conforto e consolo à família enlutada.

Acompanhado dos seus auxiliares, Manuel Homem prestou também a sua homenagem à memória daquele que é considerado um dos grandes revolucionários do carnaval de Luanda que, de forma exemplar e resiliente, soube dirigir os passos de um histórico grupo carnavalesco à altura do União Mundo da Ilha.

Apesar de não ter proferido qualquer discurso, Manuel Homem mostrou-se solidário com a família do malogrado, a quem dirigiu palavras de conforto e os encorajou a continuar a caminhada, honrando o legado deixado por Tio Mano, como era carinhosamente chamado.

Actores culturais inconformados com a perda

Presentes no cortejo fúnebre, vários artistas e actores culturais mostraram-se inconformados com a partida de António Custódio, considerando que o líder de um dos mais antigos grupos carnavalescos de Angola ainda tinha muito para dar em prol da cultura nacional.

Para o secretário-geral da Associação Provincial do Carnaval de Luanda (APROCAL), António de Oliveira “Delon”, a morte de António Custódio constitui uma perda irreparável, não apenas para o carnaval, como para a cultura em geral.

Delon destacou o importante contributo de Tio Mano para o engrandecimento do carnaval de Luanda e sublinhou que os seus feitos serão sempre lembrados por todos os intervenientes das festas carnavalescas.

“Foi um golpe muito duro para nós a perda de António Custódio, o nosso Tio Mano. Tendo em conta aquilo que ele trouxe para o nosso carnaval, trazendo a inovação, da tradição à modernidade, é, com certeza, uma perda irreparável para todos nós, para a cultura angolana”, considerou Delon.

Também presente na cerimónia, Maneco Vieira Diais, presidente da comissão da carteira profissional do artista, afirmou que o trabalho de António Custódio transcendia o União Mundo da Ilha, era transversal a outros grupos carnavalescos e servia de guia e exemplo para aqueles que ousadamente abraçavam a inovação, sem perder a identidade tradicional.

“O Mano já transcendia o União Mundo da Ilha, ele era culturalmente integrativo, então não podemos limitar os seus feitos ao Mundo da Ilha, temos que agradecer o seu contributo e dar segmento ao trabalho para manter vivo o seu legado”, frisou.

Colegas e adversários reconhecem o vazio deixado

Polly Rocha, presidente do grupo carnavalesco Recreativo do Kilamba, disse que a morte de António Custódio deixa um vazio no carnaval de Luanda difícil de ser preenchido, mas reiterou que o caminho é para frente e que os ensinamentos de Mano devem servir de imput para aqueles que ficaram e têm a responsabilidade de dar continuidade ao seu legado.

O líder do grupo vencedor da última edição do Carnaval de Luanda, disputado em Fevereiro do corrente ano, prestou o apoio e solidariedade e destacou a necessidade de maior união e fraternidade entre os grupos carnavalescos.

“Independentemente de sermos adversários, somos todos unidos pelo espírito do carnaval, bebemos desta emoção e, por isso, viemos prestar o nosso apoio e solidariedade, porque é o carnaval que está em luto”, disse Polly, enquanto orientava o seu conjunto para se juntar ao União Mundo da Ilha no desfile de despedida ao Tio Mano.

Quem também se mostrou abatido com o passamento físico de António Custódio foi o instrumentista Jorge Mulumba que afirmou que o carnaval de Luanda perde um dos seus maiores competidores e impulsionadores, destacando a figura inovadora de Custódio enquanto líder e actor cultural.

“Eu acho que não perdeu apenas o União Mundo da Ilha, perdeu o carnaval de Luanda completo, porque António era uma pessoa que fazia toda a diferença no cenário carnavalesco, trazia sempre inovação, muita jovialidade e espírito competitivo aos desfiles”, destacou.

Bernardo Pires

Bernardo Pires

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